Em 1976 João Rosas Nicolau de Almeida casa-se com Graça Eça de Queiroz Cabral na cidade do Porto. Uma união com altos teores alcoólicos considerando os antepassados de ambos. 

Em 1870 foi fundada a António Nicolau de Almeida Júnior & Irmão, firma de exportação de vinhos, pelo bisavô de João, tendo sido mais tarde (1963) absorvida pela Real Companhia Velha. O seu pai, Fernando Nicolau de Almeida, foi enólogo da Casa Ferreirinha, na qual criou o famoso Barca Velha. Do lado materno o seu tio-bisavô (Adriano) funda em 1880 a Casa Ramos Pinto, na qual João desenvolveu a maior parte do seu trabalho.

Afonso Pereira Cabral, bisavô de Graça, era proprietário da Quinta do Paço de Monsul e Quinta do Cachão. Era um apaixonado pelo Douro tendo contribuindo para o seu estudo e divulgação através de inúmeras publicações. Pelo lado materno, a José Maria Rebello Valente, tetravô de Graça, foi oferecida a Quinta do Noval pelo Marquês de Pombal, permanecendo na família cerca de 100 anos.

Com tanta levedura só poderia dar em fermentação! 

Desta união nascem 3 filhos: Mateus, João e Mafalda. Os dois primeiros seguiram a alquimia dos vinhos e a mais nova seguiu a via da criatividade e cultura.

Em 1993, João R. Nicolau de Almeida identificou um local extraordinário para a produção de vinho na zona de Vila Nova de Foz Côa. Começou a comprar terrenos, pouco a pouco, até formar a Quinta do Monte Xisto. 

Em 2005 iniciam a plantação de vinha. Tudo fazia sentido: por cada camada de xisto que a surriba revelava uma nova realidade se formava. Uma empresa familiar onde se conjugam as perspectivas e conhecimentos técnicos de duas gerações. Conversam, falam, riem sobre o xisto, sobre o engaço, sobre tratores, sobre a vinha, o vinho e a vida. 

Nasce assim a João Nicolau de Almeida & Filhos, representada por uma estrela outrora símbolo da antiga companhia do ramo Nicolau de Almeida, dando continuidade à presença secular da família na produção de vinhos no Douro.