Douro

O Douro é a região vitivinícola demarcada mais antiga do mundo, criada em 1756 no reinado de D. José I, pelo seu Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo. Significa isto que foi a primeira região vitivinícola do mundo a ter uma regulamentação própria com o objectivo de proteger a denominação de origem do vinho produzido nesta região.

Foi classificada como Património Mundial pela UNESCO em 2001 na categoria de Paisagem Cultural. É absolutamente imenso o trabalho humano realizado nesta paisagem, com o intuito de cultivar oliveiras, amendoeiras, figueiras e laranjeiras, outrora cereal, construindo para o efeito terraços que, século após século, foram sendo progressivamente ocupados pela principal cultura da região: a vinha. Vinha esta cultivada desde o tempo dos romanos, sabendo já eles o valor deste fruto.

Na região do Douro são produzidos dois tipos de vinhos: o vinho do Porto e o vinho do Douro. O primeiro é um vinho fortificado e o segundo um vinho seco. O nome Porto advém da exportação deste vinho pela cidade do Porto e cuja fama chega aos quatros cantos do mundo, um vinho que se confunde com a história desta cidade e do desenvolvimento do Norte do Portugal. O vinho do Douro, sempre foi produzido na região, no entanto a sua fama, qualidade e aposta é uma realidade bem mais recente.


E o que faz dos vinhos desta região tão inimitáveis? Naturalmente o chamado “terroir”, um conjunto de características únicas com um fio condutor que é o rio Douro.

  • Clima: devido à sua localização a região goza da protecção das serras do Marão e Montemuro dos ventos húmidos o Atlântico formando um micro-clima Mediterrânico. Divide-se em três sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior. A primeira de clima Mediterrânico/Atlântico, a segunda  Mediterrânico e a terceira Mediterrânico/Continental.
  • Solo: o vale do Douro é formado na sua base por xisto com uma envolvente nas zonas de maior altitude de granito. Sendo o xisto uma rocha laminada as raízes desenvolvem-se entre falhas, permitindo-lhes uma alimentação regular.
  • Exposição e altitude: as diferentes altitudes, entre 100-650m, e diferentes exposições permitem um trabalho de conjugações e blends infinitos.
  • Castas: a variedade de castas autóctones é imensa, extremamente bem adaptadas ao terreno.

Todas estas características se juntam a uma cultura de vinha e vinho com séculos de história, havendo ainda muito por explorar e reinventar.